segunda-feira, 21 de junho de 2010

Egito Antigo - Parte 2 - Religião




















Hierárquia religiosa

(na imagem: sacerdotes de Amon).

Egito, local em que se formou uma das primeiras civilizações, que dava dava destaque à religião. Esta, era baseada na crença em vários deuseus, ou seja, uma religião politeísta. Cada sacerdote era conhecido como servo de Deus e os templos, eram ditos as casas de Deus.
Na estrutura clássica esses templos eram divididos em 3 áreas: o pátio, as salas hipóstilas (ou seja uma sala de colunas, mais ou menos imersa na escuridão, que antecedia outras salas onde se guardavam a mesa de oferendas e a barca sagrada) e o santuário. Já a estrutura sacerdotal definia-se como não centralizada, pois, cada deus possuía um grupo de homens e mulheres dedicados a seu culto exclusivo.
O clero egípcio estava estruturado de forma hierárquica. O rei(faraó) era o líder de todos os cultos egípcios, mas, este delegava o seu poder a outro homem devidamente preparado por Deus, o Sumo Sacerdote, que era o segundo na hierarquia, por sua vez seguido do terceiro e quartos sacerdote.
O grupo seguinte era o dos "pais divinos" e dos "puros". Existiam também os sacerdotes leitores, os que calculavam o momento ideal para realizar um determinada cerimónia através da observação do sol ("horólogos") e os que determinavam os dias fastos e nefastos ("horóscopos"). Finalmente, pode distinguir-se um grupo dedicado aos serviços de manutenção do templo (imiu-seté). Mulheres também trabalhavam nos templos muitas vezes sendo esposas dos sacerdotes e exercendo atividades como: cantoras, dançarinas e músicas.






















A vida após a morte

(na imagem: oferendas feitas ao mumificado).

A população encontrou nos cultos funerais uma maneira de expressão religiosa. A grande massa de textos mortuários, de fato, forneceu-nos muito do que sabemos sobre o Egito antigo, sobretudo na crença da vida após a morte. Os mortos eram frequentemente visitados pelas famílias que deixavam alimentos, bebidas, armas e artigos de higiene (tudo que lhes pudessem ser útil no outro plano).
Embora acreditassem piamente na vida após a morte, a ideia de passagem da vida na terra para a vida no outro plano era de algum modo obscura, e os conceitos complexos para qualquer um entender.
Os egípcios, no entanto, esperavam não prolongar a vida além do túmulo, mas sim, tornarem-se parte da vida perene da natureza. Os dois conceitos mais importantes da vida foram o Ka e o Ba.
O ka era a energia vital do indivíduo, que era criada na mesma altura em que se criava o corpo físico. Depois da morte, habitava no corpo mumificado do falecido ou em estátuas que o representavam de forma idealizada, necessitando de comida e de bebida para continuar a existir, sendo por isso, necessário que os vivos realizassem oferendas. Na arte, era geralmente representado como uns braços que se levantavam para cima.
O ba, por vezes traduzido como "alma", era representado como um falcão com cabeça humana. No momento da morte o ba deixava o corpo, podendo visitar os locais que o falecido conhecia ou viajar até às estrelas, mas à noite tinha que regressar ao túmulo. Devido ao fato de poder deslocar-se, o ba levava ao ka a energia que se encontrava nas oferendas.
Juntos eles representavam a transfiguração do ser.



















A mumificação

Na mumificação do faraó, haviam 5 sacerdotes que faziam a purificação do corpo, sendo um deles vestido de anúbis, o deus dos mortos. No processo de mumificação os orgãos internos eram retirados, começando pelo cérebro que era retirado pelo nariz quebrando-o, ou derretendo-o com um ácido. Em seguida um dos sacerdotes fazia uma marca vermelha na região do umbigo, simbolizando a saída da alma, então, outro sacerdote fazia uma incisão nesse local para tirar as víceras (a cavidade abdominal era limpa e lavada com vinho de palma e com substâncias aromáticas. O ventre era enchido com uma mistura de mirra e canela, sendo cozido). Todos os orgãos eram guardados em recipientes diferentes e recobertos por natrão (silicato de soda e alumínio) para serem conservados, após isso o corpo era banhado por perfumes para conserva-lo, além de ficar coberto por natrão durante setenta dias, de modo a desidrata-lo. Passado o tempo necessário, o corpo era lavado e envolvido em faixas de linho com resina, começava-se pelos dedos das mãos e dos pés, seguindo-se o envolvimento das extremidades, do tronco e da cabeça. Fazia depois um envolvimento geral de cima para baixo e outro de baixo para cima. Durante todo este processo eram recitadas fórmulas mágicas e colocados amuletos entre as faixas, como o Olho de Hórus e o "nó de Ísis".




































A Sala da Justiça

É o local onde o morto é julgado, lá, ele deveria fazer a chamada ''confissão negativa'', através da qual proclamava não ter roubado, matado, ou cometido adultérios. Então, seu coração era colocado sobre uma balança e pesado contra uma pena, o símbolo de Maet, se o peso fosse o mesmo era considerado inocente, caso contrário seria lançado a Ammut, o monstro parte leão, parte hipopótamo e parte crocodilo, que devoraria-o.
A alma justa entrava num local idílico; para os habitantes do Delta esse local eram os Campos Elíseos, onde a Primavera era eterna. Os mortos teriam um vida agradável, desempenhando a mesma função que tinham na terra.




4 comentários:

Anônimo disse...

Legal seu post! Mas só pra constar, na sua figura da Sala da Justiça, a figura que você nomeou como "alma do morto" é na realidade a Representação do deus dos mortos, Osíris.
espero ter te ajudado! =)
Beijão

Anônimo disse...

nossa,eu estou estudando exatamente isto,estou amando aprender isto,é muito intereçante!
esta sendo a melhor materia que estou estudando!
gosto MUITO da mitologia egipsia

Anônimo disse...

O seu blog está muito bem ! Só que, como já foi dito , na imagem da sala da justiça o homem de branco é Osíris o deus dos mortos e não a alma do morto.
Mas está ótimo! Parabéns!

Anônimo disse...

7y7y8

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